GOVERNANÇA CLÍNICA

Antes de entrarmos diretamente no assunto, faz-se por bem, entendermos a Governança Coorporativa que é o conjunto de propósitos, processos, princípios e práticas, que norteiam o sistema de poder e os mecanismos de gestão de uma empresa/corporação.

A Governança Clínica tem por base o sistema de saúde do Reino Unido, que é um dos melhores e mais eficazes do mundo. Em um contexto assistencial, ela se preocupa em trabalhar a excelência, a segurança do paciente e a qualidade do atendimento. Já no contexto de gestão, preocupa-se com as cooperativas, de um modo geral.

A governança clínica é regida pelos seguintes princípios:

Efetividade e eficiência clínica: passa pela pontualidade no atendimento e pelo acesso facilitado aos recursos em geral, oferecidos. É necessário estar atento às necessidades de cada paciente.

Transparência: informações claras sobre os serviços oferecidos, os médicos e suas capacitações, a visão, a missão e os valores da clínica.

Pesquisa clínica e desenvolvimento: levantamento de toda a clínica, um raio x da empresa, para que seja desenvolvido o melhor plano de governança clínica.

Educação e Treinamento: educar e treinar os funcionários, incluindo os médicos, para se chegar a um atendimento de excelência. Tudo isso através de capacitação periódica, sempre acompanhando o crescimento e as demandas da clínica.

Auditoria Clínica: necessária o melhor andamento da clínica. Quanto mais se conhecer do negócio menor o risco.

Segurança do Paciente: sempre em primeiro lugar, o paciente deve ter todos os seus dados resguardados, bem como o tratamento adequado, segundo seu diagnóstico.

Gestão dos riscos e eventos adversos (tais como o erro médico, ocasião em que se trabalhará a reputação do hospital): levantamento dos possíveis riscos existentes, com o intuito de, ao menos, minimizá-los, aplicando as melhores técnicas de gestão.

Comunicação Assistencial: melhorar a comunicação é um desafio, mas, todos os serviços de saúde deve priorizar, pois sua falha, tanto entre profissionais de saúde, quanto entre esses profissionais e o paciente, podem causar danos irreversíveis a estes últimos.

Gestão de Pessoas: por meio da associação de diversos métodos, políticas, técnicas e práticas definidas, administrar os comportamentos internos e potencializar o capital humano nas clínicas.

Uma boa governança clínica, tem como foco principal o paciente. É o que acontece, por exemplo, com o Cleveland Clinic nos EUA, o hospital mais ético do mundo.

Uma das frases do Cleveland Clinic, demonstram seu entendimento sobre a importância da Governança Clínica e seus princípios para o hospital: “As práticas de gestão, baseadas em controle, auditorias e condutas moral e ética do grupo hospitalar seguem uma rotina de tolerância zero.” (Cleveland Clinic). 

O que pode parecer distante da nossa realidade, mas que na prática não é. Repensar e construir o setor de saúde de forma mais ética e empresarial, é uma realidade.

 

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*Carolina Marques e Kátia Suassuna são Advogadas, Consultoras no Em Conformidade Consultoria e Treinamentos em Compliance, Especialistas em Compliance e Certificadas em HealthCare Compliance pelo Instituto ARC.