COMO ALCANÇAR A EXCELÊNCIA EM GOVERNANÇA CLÍNICA

Quanto melhor a governança, melhor é a utilização dos recursos. Quanto melhor a gestão é, menos desperdício, menos retrabalho e mais eficiência”. Com esta frase do Doutor Paulo Chapchap, diretor geral do Hospital Sírio Líbanês, iniciamos nossa coluna desta semana. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS, o conceito de Governança Clínica abrange quatro pontos principais: qualidade técnica, através do desempenho dos profissionais de saúde; adequada utilização dos recursos; gestão do risco, relacionada a lesões ou doenças associadas à assistência e a satisfação dos pacientes com o serviço prestado.  

Mas como sair do plano teórico e adotar na prática esse modelo de excelência? 

É certo que para alcançar a excelência na gestão em qualquer área, deve haver uma demanda de tempo, dedicação e profissionalização específica, daqueles que vão atuar para a implementar essas práticas, além é claro, da efetiva colaboração da alta administração para promover e incentivar a governança.   

Inicialmente, é imprescindível que ocorra o conhecimento do seu negócio, seja ele um hospital, farmácia, clínica ou policlínica, dentre outros. 

Deve-se definir o modelo de assistência que será implementado, sempre com foco no paciente, por ser ele o centro desta prestação de serviço. Os pacientes estão cada vez mais assumindo um papel ativo e colocando-se como fiscalizadores dessa atuação profissional. Esta é uma realidade que também deve ser considerada de forma primordial.   

Para conhecer o seu negócio é necessário entender os processos de trabalho já existentes, ver onde precisam ser melhorados ou até mesmo retirados e analisar a abrangência de sua área de atuação. Baseados nessas informações, criar entre os setores ou departamentos o compartilhamento destas e assim, atingir um nível de engajamento entre todos. Afinal, a equipe deve estar alinhada.  

Para implementar a Governança Clínica de forma efetiva, é necessário que a equipe de colaboradores se engaje e abrace a ideia, já que será também através deles, que essas ações de melhoria irão se concretizar.  

Para isso, treinamento e comunicação devem ser priorizados, para que todos entendam que formam uma equipe assistencial, mesmo não estando diretamente no contato com o paciente.  

Além disto, a auditoria e monitoramento destes processos devem ser uma constante, para a melhoria dos serviços prestados, afinal, não se mede aquilo que não se gerencia.  

Uma visão multidisciplinar na execução e na avaliação é essencial, para estimular um processo de qualidade e melhoria contínua na assistência.  

 

Para que isto funcione de forma harmoniosa, o profissional que vai implementar essa gestão deve ter o conhecimento necessário para ajudar a empresa alcançar seus objetivos. O desenvolvimento desta equipe multidisciplinar que atuará em diversas frentes, é fundamental para o resultado.  

E falando em resultado, o valor que trará ao negócio de forma real e agregada será extraordinário, gerando a sustentabilidade e sua valorização no mercado, além do impacto reputacional, seja em um hospital, farmácia, clínica, policlínica, dentre outros.

 

Temos um longo caminho a percorrer em relação a governança clínica e devemos estar conectados com as mudanças que vem acontecendo no mundo. 

Construir o setor de saúde de forma mais ética, atual e empresarial é uma necessidade.  

Não deixe de nos acompanhar! A cada semana um novo tema, nessa área tão importante para todos nós! Você também pode entrar em contato conosco pelo e-mail: contato@emconformidade.com.br, ou no instagram (@em_conformidade). 

*Carolina Marques e Kátia Suassuna são Advogadas, Consultoras no Em Conformidade Consultoria e Treinamentos em Compliance, Especialistas em Compliance e Certificadas em HealthCare Compliance pelo Instituto ARC.